INSTITUIÇÃO – Unimed-BH – Cooperativa de Trabalho Médico, Belo Horizonte, Minas Gerais.
INTRODUÇÃO – Em março de 2007 foi criada dentro do Programa de Atenção Domiciliar da Unimed-BH uma equipe interdisciplinar com o objetivo de cuidar e orientar pacientes considerados fora de possibilidade de cura, seus familiares e cuidadores. O atendimento é realizado por médicos, enfermeira, psicóloga, assistente social e outros profissionais necessários.
OBJETIVO - Relatar o tratamento sintomático dos pacientes em assistência domiciliar pela Equipe de Cuidados Paliativos da Unimed-BH.
MÉTODO – Descreveu-se a atuação da equipe de forma retrospectiva e quantitativa, ocorrida no período de março/2007 a agosto/2008. Foram cuidados (incluídos) 200 pacientes, destes, 179 foram a óbito, sendo 135 domiciliares e 44 hospitalares. Os cenários de atuação da equipe de saúde aconteceram expressivamente nas residências e em algumas oportunidades, em ambiente hospitalar.
Na fase terminal da doença eram disponibilizados aos pacientes diversos recursos conforme indicação da equipe, tais como: oxigênio suplementar, soroterapia por hipodermóclise, medicações sintomáticas injetáveis (feitas por via SC ou pela hipodermóclise). Extraiu-se uma amostragem de 90 pacientes e destes analisaram-se os seguintes dados: sintomas mais comuns, terapêutica utilizada, local do óbito, diagnósticos mais prevalentes e permanência no programa.
RESULTADOS: Encontramos a seguinte prevalência de sintomas: dispnéia 81,1%, dor 80%, delirium 60%, astenia 36,6%, hiporexia 28,8%, vômitos 22,2%, apatia 7,9% e convulsões 3,4%. Foram utilizadas terapêuticas nas seguintes percentagens: oxigênio suplementar 80%, morfina 78,6%, hipodermóclise 48,8%, haloperidol 28%, anti-eméticos 23,3%, codeína 14,4%, fentanil TD 11,2%, sedação 6,7% e corticóide 6,7%.
O local mais comum de ocorrência do óbito foi o domicílio 76,4%. Os diagnósticos mais prevalentes foram o câncer colorretal 14,4%, o câncer de mama 13,3% e o câncer de pulmão 11,1%. A maioria dos pacientes (87,7%) permaneceu menos de 80 dias em acompanhamento desde a admissão até o óbito.
CONCLUSÕES – Houve controle satisfatório dos sintomas mais prevalentes com a atuação intensiva da equipe. Assim, construiu-se a possibilidade de permanência no domicílio até o desfecho final (óbito).