* Psicóloga Integrante da Equipe Multiprofissional de Cuidados Paliativos do Setor de Cuidados Paliativos da Disciplina de Clínica Médica da EPM/Unifesp.
As visitas a pacientes internados realizadas pelos profissionais da área da saúde, principalmente médicos, têm como objetivo checar o seu estado físico, mormente medem a pressão, os batimentos cardíacos, auscultam o coração e os pulmões, questionam se o paciente conseguiu realizar as funções de urinar e defecar, se conseguiu se alimentar, se está hidratado.
Mas a pessoa que está ali é muito mais que aquele corpo presente, é um ser humano em todas as suas dimensões, físicas, mentais, espirituais, sociais e culturais. Ele pode estar com medo. Há riscos que permeiam seu momento de vida. Temos de entender que ser portador de uma doença que ameace a continuidade da vida é uma condição peculiar e sofrida.
Sua vida naquele momento foge ao seu controle e ao controle de todos os técnicos e profissionais que cuidam dele. E não é qualquer pessoa que consegue tirar esse medo do paciente. Ele precisa confiar. O medo desaparece quando....