O cuidar no processo de morrer na percepção das mulheres com câncer - uma atitude fenomenológica
28/7/2003
Dra Mara Villas Boas de Carvalho, associada ABCP, disponibiliza um resumo de sua tese de doutorado
Carvalho MVB;
São Paulo: Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo; 2003
Este estudo é o resultado de minha preocupação, como enfermeira, com as mulheres com câncer e que se encontram no momento fora de possibilidade de recursos para cura. Dessa forma, a trajetória deste estudo voltou-se à compreensão do significado do cuidar pela perspectiva destas mulheres.
Com esta proposta, optei por realizar uma pesquisa qualitativa, segundo a abordagem fenomenológica, com base nestas questões norteadoras: - Me fale como eu posso cuidar de você. Como você gostaria de ser cuidada? Das descrições das mulheres emergiram as unificações ontológicas analisadas e interpretadas segundo o referencial de Martin Heidegger. Essas unificações possibilitaram desvelar caminhos para a ação do cuidar no processo de morrer que vão além do conhecimento técnico-científico, pois o cuidar implica também empatia, escuta, paciência, zelo, controle da dor, autonomia.
Respaldada pela ótica das mulheres, foi-me permitido alcançar o sentido do ser com câncer no processo de morrer, não como algo acabado, mas como um ser de possibilidades, mesmo diante de uma situação factual que é o convívio com a terminalidade existencial.
Unitermos: Enfermagem oncológica; Cuidados de enfermagem; Fenomenologia.
Aos interessados, a Dra Mara divulga seus dados para contato:
Dra Mara Villas Boas de Carvalho
email: carvalho-mara@uol.com.br
Fones: (19) 3269 0208 e (19) 9771 1624
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